Publicado por: cinemastation | 31/08/2009

Sobre trilhas: A Vila

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“A Vila” de M.Night Shyamalan é um filme ótimo, apesar de já ter escutado de muitas pessoas que o filme é horrível, mas sempre discordo. Os filmes de Shyamalan tem um toque totalmente original, não dá para negar, seja por sua especificação técnica, ou pelo roteiro original e mesmo pela direção, Shyamalan de certa forma sempre foi transparente em suas criações, por mais banalizadas que pudessem surgir, o desfecho de cada filme até o “A Vila” o diretor mostrou-se puramente original.

Mas falando em originalidade, “A Vila” merece atenção à sua soronidade, um complemento puramente necessário para o clima sugerido pelo filme. James Newton Howard, obviamente sempre com maestria preenche com perfeição a camada sonora sobre formas de ver o mundo e da mesma forma senti-lo.

Desde ao momento terno em descrever as aldeias existentes no filme nas trilhas “Noah Visits” e “What Are You Asking Me?” a forma aterradora e sufocante das faixas “Those We Don´t Speak Of”, “The Forbidden Line” e “It Is Not Real”. A |Trilha sonora de “A Vila” soa única e inovadora, tirada de sua proposta fílmica, surge como ensaio musical e miscelânia de notas que levam os espectadores a uma experiência musical única.

“A Vila” é um álbum a compor o quadro de trilhas sonoras, obviamente com destaque, apreciar um ensaio como esse é necessário mente aberta, da mesma forma para o filme que repete seus acertos e virtudes e exalta mais os nomes de Shyamalan e James Newton Howard.

Revelar o medo, a ignorância e o preconceito de uma sociedade multifacetada de forma puramente expressiva são ideologias que representam o difícil ver, difícil compreender do público que está exposto a isso. Falar sobre o poder do amor, a necessidade de enfrentar o medo, a vergonha de expressar sentimentos, a perturbação do passado, a fé ou a falta dela sobre a busca da verdade são fatos tão escancarados na sociedade que a impedem de certas formas isolar das ações do Mundo, criando um muro alto de medos que formam a carrancuda carapaça da não-evolução, assombrada por monstros de falácias que trucidam de certa forma a busca das “verdades”. O conjunto que forma “A Vila” representa todo esse desespero de sociedades que se isolam da disperticidade e da sua incapacidade de conhecer o outro.

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