Publicado por: cinemastation | 11/08/2009

Eu te amo, Cara.

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“Eu te amo, Cara do diretor John Hamburg é mais um comédia romântica, mas diferente de todas as outras. Com a premissa de já contradizer o clichê padrão do gênero como propõe a idéia do filme, “Eu te amo, Cara são quase duas gostosas horas de dar risada, falar de amor, companheirismo e abster-se de qualquer tipo de preconceito.

Com o roteiro escrito por Larry Levin e o próprio diretor John Hamburg, “Eu te amo, Cara” contrapõe o gênero comédia já nos primeiros minutos do filme com o pedido de casamento feito pelo protagonista à mulher amada que aceita sem crítica alguma. Outro ponto é o objetivo proposto ao protagonista, o que antes seria a própria amada, agora é um homem para ser seu amigo. Falando um pouco da nova febre aos norte-americanos, o romance entre amigos ou bromance (romance entre “brothers”) “Eu te amo, Cara conta a história de um simpático sujeito que durante sua vida só conseguiu estabelecer amizade com mulheres, Peter Klaven (Paul Rudd) só percebe que não tem amigos do mesmo sexo quando descobre que em seu casamento não haverá padrinhos. A partir disso começa uma busca desenfreada e às cegas atrás de homens que possam ser seu amigo até que por acaso conhece Sydney Fife (Jason Segel).

A partir desse ponto “Eu te amo, Cara começa a ganhar consistência e independência quando o diretor assume as rédeas do filme e começa a brincar com o gênero. Divertido e criativo é quando em alguns momentos clichês e comuns da comédia romântica se negam a correr previsíveis, como a cena de Peter e Sydney gritando sob um cais, o espectador em certo momento espera ver a reação do protagonista ao perceber que os figurantes ouviram seus gritos, mas antes disso o corte é feito e a outra cena já começa sem perder tempo com a piada sempre batida. Em certo instante também quando o espectador vê Peter e alguns companheiros andando em câmera lenta, o que dá ao grupo um ar de superioridade e esperteza, mas logo a cena volta ao normal quebrando toda ilusão criada na cena anterior. Outra cena é quando Peter resolve mostrar à sua noiva uma música de sua banda favorita, o som que sai das fracas caixas do seu laptop diverte pela contradição já que em um cena clichê a musica seria contagiante na trilha sonora.

Mas fora a seus aspectos técnicos “Eu te amo, Cara” encanta pelo seu lado humano assim como quando o irmão de Peter (Andy Samberg), homossexual assumido, é visto pelo pai como seu melhor amigo e sua orientação sexual no filme jamais é motivo de piadas. “Eu te amo, Cara” é natural até mesmo em seu relacionamento entre os protagonistas o que antes poderia sugerir algum sentimento sexual, o filme é unicamente para falar de sentimentos.

Sentimentos em uma comédia é preciso ter criatividade, “Eu te amo, Cara não procura em nenhum momento tornar-se “pastelão” ou até mesmo arrogante. O filme fala da simplicidade, assim como a vida deveria ser, o relacionamento entre as pessoas é uma coisa comum e não precisa ser complexo, assim como gostar ou amar alguém. Sabemos que muitas vezes complicamos porque queremos complicar e tornamos a simplicidade a tarefa mais árdua porque queremos assim. Se é tão difícil dizer eu te amo, Cara nossa concepção precisa ser mudada afinal o mundo está precisando disso.

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